terça-feira, 10 de março de 2026

Jornal Liberar-te reúne trabalho desenvolvido para a educação étnico-racial

 



LIBERTAR-TE

@liber_t2arte 


Arte, corpo e direitos humanos na busca por equidade


Novembro/2025- nº01


“Abre a porta pra cultura” visita moradores do bairro levando conhecimento e simpatia

Na última semana de outubro, as aulas dos 9os anos aconteceram nas ruas. Depois de estudarem vários tópicos sobre a questão racial no Brasil, nas aulas de língua portuguesa, geografia e história, as turmas distribuíram um kit de letramento racial, produzido por eles durante o semestre.


Fotografia: capturando o momento

Essa escola sem paredes foi uma tendência no segundo semestre e alunos dos 8os anos partiram para uma incursão no bairro, procurando registrar a vida que ninguém vê. O projeto é uma atividade das aulas de Arte, inspirada no material educacional adotado pela rede municipal.                                                           

                                                                                                                                                         Créditos: Thayla Nunes

“Eu amo as gentes e amo o mundo e é porque amo as pessoas e amo o mundo que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.” Paulo Freire

A charge pede passagem


Vozes Mulheres

Falar sobre racismo é falar sobre história, dor, resistência e, acima de tudo, esperança. É reconhecer que, mesmo após séculos de luta, ainda há muito a ser transformado — dentro e fora de nós.
Nesta apresentação, trazemos as vozes de jovens autoras que, com sensibilidade, coragem e consciência, decidiram refletir sobre o tema por meio da escrita.

Essa coletânea de artigos de opinião é um convite à empatia e à reflexão. São palavras que questionam, denunciam, emocionam e inspiram. As alunas não apenas escreveram sobre o racismo — elas escreveram contra o racismo: contra a desigualdade, o silenciamento e a indiferença.

Essas produções fazem parte também do projeto “Papo com Elas”, um podcast disponível no YouTube que dá espaço às vozes femininas da escola — vozes que pensam, sentem e se posicionam diante dos desafios da sociedade.
Por meio da leitura e da escuta, queremos ampliar o diálogo e reafirmar que combater o racismo é um compromisso coletivo, diário e urgente.

Almas Negras

Marcela Cardozo de Oliveira

Desde muitos anos, o povo negro foi privado de fazer parte da história e de expressar sua dor e sentimentos verdadeiros. Mas, mesmo com o preconceito e a repressão, eles sempre carregaram a força e a esperança no coração, com uma alma forte e uma inabalável determinação.

Como podemos observar em alguns trechos do poema “Navio Negreiro”, de Castro Alves, publicado em 1869:

“Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade tanto horror perante os céus?!”

Aqui podemos ver uma pergunta clara e crua sobre o porquê de Deus permitir tantos horrores e dores, já que Ele espalhou palavras de amor e igualdade. Podemos perceber o questionamento de por que Ele permite tanta crueldade, pois é completamente o oposto do que pregou — e todo esse horror acontece diante de seus olhos.

No trecho:

“Adeus, ó choça do monte! Adeus, palmeiras da fonte! Adeus, amores, adeus!”

Podemos ver uma dolorosa despedida que o autor faz de sua terra natal, das vistas, dos lugares e das pessoas amadas que ele nunca mais irá ver. Pois agora ele está destinado a sofrer, mas nunca a perder sua fé. Mesmo com toda essa dor e sofrimento, ainda há esperança em nosso povo, que com greves, revoluções e leis tenta recuperar a luz roubada e apagada.

Como uma revolução, seremos novamente o povo que não sofre discriminação nem preconceito, pois os panos que antes nos cobriam serão retirados. Assim, nosso brilho voltará a ser mostrado e, com nossa determinação, provaremos que não somos a escuridão da derrota, mas sim a luz da força e da esperança.


Rap ou Crime?

Ashelen Ribeiro Prates

Você sabe o que é racismo regional? É a diferença entre a periferia e o centro da cidade.

No centro encontramos farmácias, dentistas, hospitais, mercados com variedade de produtos, escolas particulares, ruas e áreas de lazer limpas, casas e apartamentos com mais proteção (câmeras, muros altos, policiamento constante), postos de gasolina e postos de saúde pública limpos e bem cuidados.

Mas nas áreas mais afastadas da cidade não vemos essa igualdade de benefícios. A população depende desses serviços e cuidados, pois temos direito a esses recursos.

Uma família, por exemplo, que não tem meios de transporte e precisa ir com urgência a uma farmácia, posto de saúde ou dentista — como iria? É preciso uma melhoria significativa, um olhar com mais proteção e cuidado para os bairros periféricos. Precisamos, o mais rápido possível, de comércios e locais públicos perto de onde moramos.

De acordo com rappers, escritores e artistas, é na periferia que encontramos a chamada “vida do crime”, que envolve jovens, adultos e até mesmo crianças. Pela falta de melhorias nessas áreas, como a falta de emprego, os moradores recorrem ao crime, onde encontram dinheiro fácil.

Segundo uma entrevista com Mano Brown, em 2014, ele respondeu à seguinte pergunta:

“Rap ou crime? Não tinha pra onde correr. O crime já estava virando coisa comum. Se a primeira vez dá certo, você quer ir a segunda, e aí vai ficando frio, desacreditado — essa é a circunstância.”

Portanto, nós, da periferia, exigimos que haja uma mudança o quanto antes: mais oportunidades, mais cuidados e mais atenção! As autoridades precisam fazer algo a respeito. Sempre dizem que vão mudar os bairros periféricos, que irão dar mais oportunidades para nós, com cursos, empregos e melhorias nas instituições de ensino.

Mas não é o que realmente acontece. Nós temos direito à vida, à saúde pública, à proteção, à educação e ao saneamento básico. Isso é um dever de todos nós: lutar a favor desses direitos. Juntos, fazemos a diferença em nossa sociedade!


É Urgente!

Júlia Estefani de Oliveira

É de conhecimento geral que o racismo é uma realidade profundamente enraizada na sociedade brasileira, tendo em vista que ele contorna todas as esferas da vida — inclusive a ambiental.

O conceito de racismo ambiental se refere ao modo como as comunidades negras e periféricas são desproporcionalmente afetadas pelo acesso desigual a áreas e atividades de lazer e pela precariedade do saneamento básico.

Sob esse viés, a falta de investimentos do Estado nessas áreas vulneráveis intensifica ainda mais esse tipo de preconceito. Em um estudo realizado pelo IBGE, 44% dos pretos e pardos vivem em cidades sem cinemas, contra 34% da população branca; 37% em cidades sem museus, contra 25% dos brancos. Em cidades sem nenhum teatro ou sala de espetáculo, a diferença é a mesma.

Outrossim, a falta de saneamento básico mostra o racismo ambiental com clareza e comprova que lugares periféricos — principalmente favelas — são os mais afetados por esse tipo de problema. O professor do Departamento de Geologia e Geofísica da Universidade Federal Fluminense (UFF), Estefan Monteiro da Fonseca, afirma:

“É ilusório pensar que existe saneamento básico nas favelas e comunidades do Rio de Janeiro.”

Portanto, o racismo ambiental e estrutural, evidenciado na desigualdade das favelas e bairros periféricos, mostra-se como uma situação de urgência, comprovada pela escassez de recursos básicos e pela precariedade de infraestrutura nesses locais.

Cabe ao governo a responsabilidade de modificar essa situação, investindo em saneamento básico. Porém, os moradores locais também podem melhorar esse cenário. Nas escolas da região, são importantes projetos de conscientização; nos bairros, são possíveis petições ao município, exigindo melhorias na comunidade — procurando uma situação mais agradável e justa.




O Racismo em Nós

Larissa Bueno

Não somos inocentes. Podemos ser antirracistas, contudo, não somos 100% não racistas. Desde quando os colonizadores chegaram ao Brasil até os dias de hoje, vemos negros e negras sendo inferiorizados. Entretanto, o preconceito não está presente apenas em atitudes extremas — as mínimas situações que o demonstram não podem ser invisibilizadas.

Normalizou-se a falta de participação de pessoas negras em posições de destaque, e os brancos não se incomodam com isso. Setenta e quatro por cento das classes C e D da sociedade são compostas por negros, o que revela o racismo dentro da desigualdade socioeconômica. Mesmo que os brancos não empurrem diretamente essas pessoas para tais classes, indiretamente estão sempre agindo — por exemplo, não oferecendo boas oportunidades de trabalho a alguém apenas por ser preto.

Como Djamila Ribeiro já disse em seu livro “Pequeno Manual Antirracista”:

“A maioria das pessoas admite existir racismo, mas poucos se assumem como racistas.”

Como citado anteriormente, indiferente se a causa é grande ou pequena, é racismo. Falar ou rir de uma piada que coloca o negro em situação de vexame já é desrespeitoso. E não questionar por que os padrões da sociedade sempre colocam o preto em posições inferiores é ignorar o preconceito que acontece debaixo do nosso nariz.

Logo, devemos prestar mais atenção ao nosso redor e nos perguntar se a segregação racial realmente teve fim. Devemos observar o que falamos e escutamos, para identificar e evitar expressões desrespeitosas. A mudança é feita a partir de pequenas atitudes.


A Cor da Pele Não Me Faz Pior e Nem Melhor, Me Faz Diferente

Vitória Xavier

Racismo. O que é racismo? O que é o que ouvimos quase todo o tempo sobre desigualdade social? Essas palavras citadas anteriormente já não são simples expressões comuns do nosso vocabulário — elas são sinônimos de resistência. Infelizmente, o racismo é mais presente do que pai ausente.

Todas as questões sobre o racismo podem ser respondidas se compreendermos que ele, enquanto processo político e histórico, está relacionado às práticas sociais dos indivíduos. Muitos escritores defendem a igualdade racial, como Silvio Almeida, autor do livro “Racismo Estrutural”.

Em suas palavras, ele explica:

“Por mais comum que seja o negro e a negra internalizarem a ideia de uma sociedade dividida, a reflexão crítica sobre a sociedade e sobre a própria condição pode fazer um indivíduo, mesmo sendo negro, enxergar a si próprio e ao mundo que o cerca para além do imaginário racista.”

No decorrer de tudo, sabemos que temos as soluções em nossas mãos, mas muitos brancos fazem de tudo para se beneficiar e esquecem de ter empatia. Soluções existem — apenas não as utilizamos para alcançar mais benefícios a nosso favor.


Pequenas Mudanças, Grandes Transformações

Manuela Bueno

Mesmo depois de tantos séculos, infelizmente o racismo ainda está presente em nossa sociedade. No nosso bairro e em nossa escola é crucial o aprendizado sobre esse assunto, pois pequenas atitudes podem mudar vidas.

De forma recorrente, o preconceito pode aparecer em gestos e palavras que estão presentes em nosso cotidiano. Já na escola, pode surgir em brincadeiras ofensivas, isolamento e exclusão por causa da cor da pele. Essas situações prejudicam diretamente o aprendizado, a autoestima e a convivência entre os estudantes.

Apesar da criação da Lei 10.639/03, que obriga o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas, de acordo com a Undime, mais de 70% dos municípios ainda não têm ações contínuas de combate ao racismo. Isso demonstra que é extremamente necessário fortalecer os projetos escolares e comunitários voltados à conscientização e à igualdade racial.

Em suma, atitudes devem ser tomadas. Em nossa escola, podemos realizar rodas de conversa e debates; também é importante incentivar os alunos a denunciarem atitudes racistas e preconceituosas. Além disso, é fundamental garantir que materiais didáticos, livros e aulas mostrem a contribuição de pessoas negras na ciência, arte, literatura e política.

No nosso bairro, manifestações artísticas e campanhas — como murais e grafites — são formas de espalhar mensagens contra o racismo. Apresentações de grupos de capoeira, samba, culinária, música e arte negra também contribuem para a valorização da cultura afro-brasileira.

Somente quando entendermos que nossas diferenças nos tornam únicos, e não desiguais, construiremos uma sociedade verdadeiramente humana.



Refletindo sobre a Branquitude

Isabela Rossi

O racismo está presente no nosso dia a dia, e às vezes nem percebemos, pois pode se manifestar de forma sutil, sem que paremos para pensar. Na escola isso ocorre com frequência, por exemplo, nas “brincadeiras” de mau gosto — e discutir sobre o tema pode nos ajudar a saber como agir diante dessas situações.

Como isso nos afeta? As pessoas que são vítimas do racismo sofrem muito: sofrem por não ter os mesmos privilégios e por sofrer discriminações. Refletindo sobre a branquitude, a pesquisadora Ruth Frankenberg definiu:

“A branquitude como um lugar estrutural de onde o sujeito branco vê os outros e a si mesmo em uma posição de poder...”

Isso mostra que ele se vê acima dos pretos, achando que pode fazer o que quiser contra eles — como “brincadeiras” estúpidas, humilhações e até receber salários melhores, entre outras coisas.

Nos bairros mais pobres da cidade de Bariri, vemos mais pessoas pretas e pobres, pois as pessoas ricas e brancas acham que merecemos um lugar ruim. Por se acharem superiores, moram em locais privilegiados, caros e mais seguros.

No entanto, o que podemos fazer para mudar isso e ajudar essas pessoas? Podemos nos engajar nessa luta antirracista, fazendo campanhas e informando outros sobre o racismo. Devemos denunciar quando presenciarmos esses atos, para ajudar a combater o racismo desumano, pois ele está presente em nossa escola e em nosso bairro.


Racismo: Uma Doença Social

Samira Oliveira Soares

Qual o motivo para a existência do racismo em nossa comunidade? Será que fomos criados com alguma indiferença por causa da cor da pele? Não! Deus nos fez para sermos todos iguais. Os únicos que colocaram essa “diferença” entre nós fomos nós mesmos. Isso vem ocorrendo há muito tempo, trazendo esse defeito para os dias de hoje.

Os negros são os mais injustiçados, os que não têm direito a nada — nem mesmo a poder andar nas ruas ou entrar em lojas sem serem seguidos ou julgados, como se fossem selvagens e insignificantes, sem merecer um pingo de respeito.

Veja esta história que poderia mesma ser real:

Em uma praça, estão “riquinhos” brancos bebendo, e um negro voltando para casa depois de um dia de muito trabalho. Nesse momento, a padaria ali perto é roubada. Os policiais são avisados, e o primeiro suspeito em quem pensam é o negro voltando para casa, cansado, apenas querendo descansar.

Ele é levado à delegacia sem ter a chance de entender o que está acontecendo. Chegando lá, sua mãe pergunta:

“Por que o meu filho está algemado?”

E o delegado responde o que de fato a sociedade esconde:

“É porque ele é preto demais. Tem cara de quem fala bem. O vi sorrindo demais e cantando demais. Sem contar que ele estuda muito e é trabalhador — desse jeito, ele passa o meu filho para trás.”

Esse é o fim dessa pequena história, mas ela mostra a dura realidade de cada dia no Brasil e em nossos bairros. Isso se tornou parte do nosso cotidiano: o policial prende o negro sem ao menos saber quem realmente cometeu o crime.

Por que será que ninguém suspeitou dos filhos da classe alta na praça? E por que o jovem negro, filho de empregada, humilde e inocente, foi o primeiro suspeito? Por que o sucesso e a felicidade dos negros ainda são vistos como ameaça?

Infelizmente, essa é a realidade. Existem leis, mas poucos as cumprem — e, quando são punidos, respondem em liberdade.

Mesmo assim, podemos fazer nossa parte para que o racismo diminua em nossos bairros e escolas.

O 1º passo é: seja antirracista! Não basta dizer que é amigo de um negro — aja como antirracista. Mostre isso com ações.
O 2º passo é: seus direitos são os mesmos. Ao ver um negro sofrendo injustiça, onde quer que esteja, não deixe passar em branco — ajude-o.
O 3º passo é: não julgue, ame. Seja gentil, sorria, cumprimente — pequenos gestos já fazem a diferença.

Nas escolas, não ache normal quando um colega chama outro por apelidos pejorativos, achando que é brincadeira. Conte ao professor e à direção. Assim, com todos esses passos, poderemos, juntos, combater o racismo!










Aconteceu em 2024…

Escola Joseane Bianco e alunos realizam Feira Cultural

Por Larissa da Silva Bueno, Vitória Lorena de Souza Xavier, Marcela Cardozo de Oliveira, José Antônio dos Santos Neto e Josiel Martins da Silva


Na noite de 22 de novembro de 2024, uma sexta-feira, a E. M.E. F. Professora Joseane Bianco realizou uma Feira Cultural na praça em frente à própria escola, com a ajuda de alunos e alunas. O evento visava protagonizar a cultura vinda dos negros e também construir a “identidade da escola”.

Na preparação para o evento, muitos projetos pedagógicos foram desenvolvidos, entre eles  Pintura do muro: Poesia na Praça; Orgulho Crespo; Escultura; Negro Drama, todos feitos pelos estudantes com o apoio do corpo docente.

A noite foi repleta de diversas atrações artísticas, como o maculelê, coordenado pelo Mestre Vandeco; exposição cinematográfica, pelo Museu Mário Fava e pelo professor Murilo; número de dança de alunos, coordenado pela professora Rita, e muitas outras atrações,, além de barracas vendendo alimentos e bebidas. 

No palco, foram sorteados vários prêmios, os quais foram doados por patrocinadores da cidade, além de premiação dos concursos realizados pela escola: de desenho e de redação.

Com o sucesso do evento, a escola planejou uma festa junina para 2025, inspirada no projeto “Festa é coisa séria” e mais uma edição da Feira Cultural, que já está sendo organizada no momento da escrita desse texto e a data prevista para sua realização é 19 de novembro, lembrando que esse dia marca a conclusão dos projetos decorrentes ao longo do ano.




Alunos aprendem e ensinam que “festa é coisa séria”


Por Christopher Gabriel da Silva





“Festa é coisa séria" foi um projeto que foi feito pelas professoras de língua portuguesa, Meire, e  de arte, Vanessa.

Nesse projeto os alunos do 6º,7º, 8º, e 9º anos participaram e cada classe fez suas apresentações: os 6° anos apresentaram uma dança; os 7° anos apresentaram a dança do Bumba meu boi; os 8° anos apresentaram a dança da fita e os 9° anos foi diferente: fizeram um teatro.

Esse projeto serviu para ensinar os alunos da escola Joseane Bianco que festa não é só curtição e festa é coisa séria. 





Projeto “Hora do fuxico” tem novidades em 2025


Por Redação Jornal Libertar-te



O projeto “Hora do fuxico” é desenvolvido nas aulas de arte, coordenado pela professora Vanessa. Nele os alunos são motivados a costurarem os “fuxicos” (artesanato afro-brasileiro feito com tecido) enquanto conversam sobre diversos assuntos, inclusive sobre a história do fuxico e sua relação com a cultura afro-brasileira.

Com os fuxicos são feitos enfeites para o cabelo, para decoração, roupas e como a criatividade permitir, até um tapete já foi feito pelos anos em 2022. Porém este ano a proposta foi além dos fuxicos: os alunos bordaram em bastidores, como culminância do estudo diante da obra da artista Rosana Paulino, conteúdo do 6º ano e construíram um lindo painel com suas fotografias decalcadas no centro do bordado. O trabalho ficou incrível, a estética é suave e ao mesmo tempo marca as identidades dos alunos do 6º ano da escola Joseane Bianco.

O trabalho final foi preparado para ser exposto em dois eventos: na Feira Cultural do Quilombo de Bariri, em 08 de novembro, e na Feira Cultural da Escola Joseane Bianco, na praça da escola, em 19 de novembro. Ambos momentos celebram o Dia da Consciência Negra.

Poesia na Praça incentiva a leitura e aproxima alunos e comunidade


Por Luiz Miguel, Henrique Diniz Cotrim, Gabriel Henrique, Maria Clara Carneiro da Silva, Jenifer Vitoria, Ana Luiza Beatriz Rodrigues, 





Em fevereiro de 2024, a escola Joseane Bianco iniciou o  projeto chamado Poesia na 

praça, o qual é desenvolvido pela professora Meire desde 2015. Nesse projeto os alunos distribuem  poemas para os moradores da comunidade.Com ajuda da professora Meire Cristina Fiuza, os alunos escolhem os poemas que são distribuídos. Ela também incentiva todos a ler. 

O projeto Poesia na praça acontece uma vez a cada mês no ano e é bem simples: os alunos saem da escola para andar pelo bairro, entregar marcadores de livros com as poesias e um pirulito de brinde. Os alunos fazem  a leitura para as pessoas que eles encontram pelas ruas.

Na feira cultural de 2025 nós vamos entregar um texto sobre o projeto “Abra a porta pra cultura”, escrito por nossos colegas. A feira será na praça da escola Joseane Bianco e todos estão convidados.

Alunos do 8º ano saem às ruas registrando a vida que ninguém vê


Por Hugo Baratelli Rodrigues 


Os alunos do 8º ano saíram para as ruas tirando fotografias de personalidades e paisagens da comunidade, com o intuito de ajudar as pessoas a verem o que está ao redor delas de acordo com o tema “A vida que ninguém vê”.

Foram várias fotografias, dentre elas destaco a do Senhor José Carlos, um homem gentil e um rapaz bom. O lugar onde ele aparece na fotografia é o buracão. Ele cuida de cavalos e tem muitos bichos. Percebemos também que ele tem muita alegria no coração em cuidar dos bichos.



A atividade foi muito importante, segundo o aluno Kelvin Ribeiro “nesse projeto a gente aprende a se interessar mais pelo nosso bairro e a querer fazer melhorias na nossa comunidade, também aprendemos a ser gentil como o senhor Zé Carlos e ter boas maneiras”.

A professora Vanessa Cisneiro conclui que o projeto atingiu os objetivos pensados por ela, pois os alunos tiraram muitas fotos e posteriormente escreveram textos sobre algumas imagens nas aulas de produção de texto com a professora Meire Fiuza.



CRÔNICAS e afins…

Olhar é mais do que ver.
Cada fotografia carrega um fragmento de mundo, um instante que se transforma em história. Neste projeto interdisciplinar de Arte e Língua Portuguesa, “A vida que ninguém vê”, os alunos foram convidados a observar o cotidiano com outros olhos — a perceber a beleza que habita o simples, as contradições da cidade, as marcas da desigualdade e, principalmente, a força da vida que resiste em cada canto.

Entre palavras e imagens, nasceram textos cheios de verdade, sensibilidade e expressão. São olhares que falam de cuidado, de natureza, de comunidade, de memória e de esperança.

Mais do que registros, são vozes que ecoam — mostrando que a arte e a linguagem podem transformar o modo como enxergamos o mundo.

Juliana Batista Garcia
A minha imagem favorita representa, ao ar livre, um senhorzinho. Ele está em pé em um terreno que parece ser de terra batida, com algumas irregularidades e marcas no solo. Também é cheio de lixo, porque as pessoas jogam, mas ele sempre cata os lixos para não ficar poluído. Também tem um poste de madeira, e ele mora ao lado do lugar onde junta os lixos.


Kelvin Henrique
O moço da imagem é um rapaz muito conhecido aqui em Bariri: Zé Carlos. Ele tem muitos cavalos e muitos bichos. Esse lugar onde ele está é o Buracão. Muitas pessoas jogam lixo nesse lugar, porém ele cuida do local. Antigamente, o Buracão tinha um rio muito grande. Ele era limpo, as pessoas tinham banheiras diferentes e não jogavam lixo.
No dia dessa foto, eu e meus amigos tiramos fotos dos trabalhadores do bairro, da paisagem e da comunidade. O senhor Zé Carlos nos recebeu muito bem, até deixou a gente tirar foto.



Samira Soares
Um dos símbolos mais bonitos que eu conheço sobre ser resistente é a árvore!
Apesar de estar em ambientes secos e vazios, ela permanece firme. Em meio à tempestade e ventos fortes, continua de pé, com suas raízes bem arraigadas.
Essa foto me chama tanto a atenção pelo fato de a árvore estar em um ambiente seco e solitário e, mesmo assim, se destacar. É lindo ver seus galhos delicados, todos bem juntinhos, criando uma beleza admirável, sem esforço e sem o óbvio.
Certo dia vi uma frase muito bonita que dizia o seguinte: “Dizem que, quando as pétalas estão caindo, as flores estão morrendo. Mas não é isso. As flores estão se esforçando muito pra dar frutos.”
Da mesma forma, mesmo que pareça seca ou sem vida, a árvore resiste — e resistir também é uma forma de florescer.



Ícaro César de Almeida Brasilio
Esta paisagem retrata um lixão, onde a natureza está sendo poluída e desprezada, quando poderia ser cuidada pelos próprios políticos e cidadãos.
A política e o governo deveriam investir e fazer propriedades, estradas, e poderiam até aumentar a própria cidade.


Kimberly Ferraz 😀
Em nossa cidade acontecem vários desmatamentos por pessoas malvadas. Mas, mesmo assim, nós temos esperança nos nossos filtros naturais.
O desmatamento da nossa cidade é um assunto muito importante para falar com mais pessoas, para que possamos combater isso. Muitos animaizinhos estão perdendo a vida por causa dos seres humanos, que estão desmatando as árvores — tão importantes para nós, pois são elas que filtram o nosso oxigênio.
Uma das coisas mais importantes para todos nós é a nossa vida, que está em jogo por causa das pessoas que estão desmatando a mãe natureza.


Maria Clara
Que situação! A nossa população está deixando a cidade cheia de entulho, coisas que poderiam ser reutilizadas, como garrafas, latas de leite, etc.
Estamos sujando um ambiente que é nosso. Estamos poluindo o ar, as águas e a terra — algo que poderíamos evitar com a reciclagem, com a diminuição da fumaça, não só da nossa parte, mas também das grandes empresas.
A diminuição dos esgotos abertos, do corte de árvores, e economizar água e luz já é uma melhora para nós e para o nosso planeta.


Hugo Henrique Baratelli Rodrigues
O Buracão antigamente era limpo, mas com o tempo as pessoas começaram a jogar lixo, como sacolas, móveis velhos, colchões, gavetas, sofás etc.
As pessoas desse lugar poderiam fazer uma praça, colocar alguns brinquedos para as crianças.
Nos bairros poderiam colocar caçambas, para não jogarem lixo no Buracão, e sim nas caçambas, para o mundo ficar limpo.
Para o mundo ficar limpo, basta não jogar lixo em lugares onde poderíamos fazer algo legal. Deixe os bairros limpos para termos um bairro melhor!



Thayla Nunes da Silva
Nesta foto podemos ver três crianças sentadas na calçada em frente às suas casas.
Porém, olhando mais de perto e prestando atenção aos detalhes, a foto não parece mais tão fofa quanto você pensou inicialmente.
Podemos perceber pequenos detalhes que mudam nossa perspectiva sobre a imagem. Por exemplo: a casa atrás das crianças aparenta ser muito simples e humilde — podemos chegar a essa ideia por conta da parede sem reboco, da pintura desgastada, dos muros levemente quebrados e do portão enferrujado. Além disso, apenas uma das crianças está sentada em uma cadeira, o que pode fazer as pessoas pensarem que não há assentos para todos na casa.


As câmeras fotográficas não capturam apenas coisas sem sentido. Na verdade, toda fotografia tem um significado por trás da imagem — podem ser sentimentos, críticas e muito mais. Falta apenas que as pessoas olhem verdadeiramente para a fotografia com o objetivo de entender o sentimento do fotógrafo na imagem.


Lara Letícia de Oliveira
Nesse dia, nós saímos da sala para fazer uma atividade. Fomos para fora da escola e, logo depois, para o bairro. Lá, tiramos fotografias sobre o cotidiano das pessoas que ali vivem. O objetivo desse projeto era mostrar a vida das pessoas por trás das câmeras, ou seja, mostrar a desigualdade social.
Como todos sabemos, a maioria das pessoas não nasce com uma vida financeira muito boa, e essas fotos nos mostram algumas das pessoas mais humildes da nossa sociedade.
Um bairro não cuidado, com lixo nas ruas, casas sem reboco e muitas vezes sem pintura, várias crianças nas ruas brincando descalças. Uma vida humilde. Uma vida humilde que muitas vezes as câmeras não se importam em mostrar.
A imagem mostra crianças de uma família pobre e, geralmente, em bairros como vilas, há mais famílias assim.
Essa imagem mostra um outro lado da cidade — não o lado rico e bonito do qual as pessoas se importam, mas sim o lado da pobreza e da desigualdade social presente em nossa cidade e em nossa sociedade.




  


 


“A vida que ninguém vê”

 Samira Soares e Lara Letícia



Já imaginou como é a vida das pessoas por trás das câmeras? Muitas vezes as pessoas não enxergam o que acontece ao nosso redor, seja com pessoas ricas que mostram só o seu lado bom da vida, ou com pessoas pobres, trabalhadoras  e que, muitas vezes, encontram seu trabalho na rua. E isso se torna invisível em nosso mundo. 

Em nossa escola, nas aulas de Língua Portuguesa, trabalhamos com o projeto “A vida que ninguém vê”, inspirados na leitura de crônicas do livro com o mesmo título, escrito pela jornalista Eliane Brum. Esse projeto dialogou com o projeto de fotografias, desenvolvido nas aulas de arte e vem mostrando a vida de um outro lado da cidade, onde o poder público e a população não se importam com a qualidade de vida proporcionada pelo ambiente.

O livro de Eliane Brum apresenta histórias de pessoas trabalhadoras que se esforçam para ganhar a vida, e foi isso que encontramos nas ruas da comunidade quando saímos para registrar as imagens. Vimos que enquanto uns são privilegiados por nascer em berço de ouro, outros são desprezados por não ter condições boas, assim, concluímos que esse projeto ajuda a dar valor a todas as pessoas igualmente.


















Estudo da cultura indígena amplia conhecimentos sobre questão étnico-racial


Por Ana Júlia,Thaís Santos,Laura Santinon,Yago Carneiro,Natã da Silva e Matheus Henrique Alves.


Em abril deste ano, os alunos da Escola Joseane Bianco realizaram um projeto em prol 

do reconhecimento dos povos originários, nomeado de ‘’O curumim que existe em mim’’.

Antes do início das atividades relacionadas ao projeto, os alunos se aprofundaram no assunto, assim garantindo um conhecimento maior após compreenderem melhor o tema.


O projeto incluiu a realização de atividades entre elas como: pesquisas sobre termos usados atualmente originados dos nativos e como sua cultura influenciou na história do 

Brasil. 

   “ Neste projeto,aprendi muitas informações e curiosidades sobre os indígenas. Foi incrível aprender tudo isso e ampliar os conhecimentos sobre o que eu já havia aprendido em sala de aula”,afirma Laura Santinon, aluna da escola. 


Os alunos estudaram muito para fazer o projeto, leram lendas, fizeram pesquisas, escreveram textos e três textos foram escolhidos para serem  lidos aos alunos dos 6º anos. Cinco alunos leram as histórias que foram escritas pelos alunos: Hevelyn , Jenifer e Nathan Scudilio.

Além dessas apresentações para outras salas, fizemos dois livrinhos com todas as histórias no projeto “O curumim que existe em mim”, o livro se chama “Como a terra ficou tão quente” e fica disponível na biblioteca da escola.




Projeto Incentiva alunos a terem orgulho do cabelo crespo


Por Keisiele Vitória Izidoro, Lucas Ferreira de Oliveira, Raquel Jennifer de Souza e Natália Heloísa da Silva Xavier



Há quatro anos a Escola Joseane Bianco proporciona o evento “Orgulho Crespo”, que este ano ocorrerá no dia 19 de novembro, no momento da Feira Cultural na praça em frente à escola.

Os alunos e os professores conscientizam as pessoas a sentirem orgulho do próprio cabelo, por meio de palestras, rodas de conversa e oficinas de finalizações de cachos e penteados que ensinam como manusear o cabelo crespo de maneira correta.

Segundo a aluna Keisiele Vitória, do 9ºA, “o ‘Orgulho Crespo’ é uma coisa boa, que realmente incentiva as pessoas a terem mais confiança em seus cabelos, os deixando mais soltos”. Já para a aluna Raquel, também aluna do 9ºA, “o ‘Orgulho Crespo’ foi algo muito bom que ajudou as pessoas a não terem vergonha dos cabelos crespos, por isso, o projeto nunca deve parar.”

Para este ano, estão sendo providenciadas novas atividades. A oficina acontecerá no momento da Feira Cultural, onde será montado o “Cantinho da Beleza” e lá as pessoas poderão fazer cachos, finalizações, penteados, trança nagô ou ainda cortar o cabelo com maquininha. A expectativa é levar ao público as vivências que são construídas na escola, para isso os professores responsáveis contam com o protagonismo de suas incríveis alunas.












Rodas de conversa dão voz às mães e filhas da Escola Joseane


Por Juliana Batista Garcia e Kimberly Vitória Ferraz



“Papo com elas” é um projeto em que as meninas reúnem-se com a professora Meire para conversarem sobre novos  projetos, para fortalecer o empoderamento feminino, discutir acontecimentos do nosso cotidiano e outros assuntos espontâneos que despertam o interesse das meninas.

O projeto acontece toda segunda-feira na escola Joseane Bianco e quem toma conta do projeto é a professora Meire. As alunas participantes são muitas, porém neste ano destacam-se a participação das alunas Júlia, Manu, Rihanna, Ketlen, Sara, Juliana, Júlia, Kauany, Maria e Kimberly.

Kimberly destaca a importância do projeto “eu acho um projeto muito legal fala muitas situações, sobre a vida, eu amo a dona meire minha dona favorita,mas eu acho um projeto muito bom. É legal e acho que deve continuar com esse projeto.” E Juliana reforça “eu amo muito esse projeto, ele me ajuda bastante, mas não só eu, mas as pessoas que participam do projeto também, a Meire é muito legaL, ela sempre ajudou todo mundo, quando alguém precisava da ajuda dela, enfim eu gosto muito do projeto, ele é muito útil e bastante interessante.”

Uma atividade extraordinária do projeto  extremamente interessante foi realizada em março, no mês da Mulher, quando as organizadoras preparam uma roda de conversa entre mães e filhas e duas advogadas para orientar sobre direitos da mulher e responder às questões das  mães.

Assim, o projeto segue apoiando as meninas a crescerem seguras, fortes e solidárias umas com as outras.



                                               

Brincadeira tem hora: alunos desenvolvem jogo antirracista a partir do “Uno” tracidional


Por Lívia Gabriele Baratelli de Assis, Kauany dos Santos Feliciano, Kauane Vitória Aparecida Torrogrosa, Breno Francisco Gomes, Miguel Felipe de Souza Mussi, José Antônio dos Santos Neto, Nanda Heloíse Beltrame, Mariana Priscila Alves , Heloá Vitória de Oliveira Pereira e Heloíse Gabrielle de Melo.



Os alunos do 9° Ano, da Escola Joseane Bianco, desenvolveram um projeto chamado Uno Black, que consiste em misturar o jogo uno com o racismo. Para elaborar o jogo os alunos utilizaram suas próprias imagens que foram retiradas das redes sociais, por ser um projeto sobre racismo tiveram mais participação dos alunos pretos e pardos. Tivemos a colaboração da secretária Luana Cristina da Silva Santos, sem a colaboração dela não existiria esse projeto.

A ideia surgiu quando os alunos do 9º ano B se juntaram para conversar e jogar o tradicional jogo Uno, nesse momento a conversa foi fluindo e a professora Meire propôs a brincadeira para eles: que tal criar um jogo uno com personalidades negras da turma?

Diante disso, 9ºA e 9ºB juntaram-se para colocar em prática a brincadeira do UNO BLACK, assim batizado pela aluna Vitória Xavier do 9ºA.

Os alunos participantes da criação do UNO BLACK, separam em etapas os momentos para construir o jogo. O primeiro passo foi selecionar a foto e enviar para a professora Meire; o segundo passo foi escrever uma autodescrição ou permitir que um colega da turma faça isso pelo outro. Foi depois dessas duas etapas que a colaboração da Luana Santos entrou em cena: ela formatou as imagens conforme as cartas do jogo UNO tradicional, que depois recortamos e começamos a pensar nas regras.


COMO FUNCIONA?

UNO BLACK pode ser jogado com dois até dez participantes, nele ao invés das cartas tradicionais usam-se as fotografias dos alunos criadores do jogo. Assim, os números foram complementados com imagens, e os jogadores jogam as cartas conforme as fotos que aparecerem em suas mãos. Há inclusive a carta “Muda de cor”, em que aparecem as imagens de quatro alunos negros da sala, com diferentes tons de pele, os quais podem ser escolhidos pelos jogadores que vão jogar na sequência.


O QUE DIZEM OS CRIADORES?

“Esse projeto tem uma mistura de diversão e aprendizado que isso o torna mais eficiente para o aprendizado dos alunos.” comentaram o aluno José e Miguel.


“É uma iniciativa muito boa, todos deveriam participar e devemos dar continuidade para isso, pois ajudou muito em nosso desenvolvimento”, destaca Kauane.


“As alunas do 9°A estão se desenvolvendo muito mais depois desse incentivo de criar o UNO BLACK, para comprovarmos isso temos a nossa aluna Keisiele, que mudou bastante”, reforçaram co-autoras da reportagem.


Por tudo isso, conclui-se que o UNO BLACK colaborou e ver os alunos ajudando bastante os participantes mostra isso, vê-se que o novo jogo é uma brincadeira muito legal e bastante respeitável por todos alunos, os quais parecem desejar aproveitar o UNO BLACK ao máximo.


A brincadeira que ficou séria vai ser disponibilizada para o público no dia 19 de novembro, quando terá uma “festa”, ou seja, nossa Feira Cultural,  para mostrarmos para as pessoas de fora da escola, todas da comunidade e de outros bairros, o quão importante isso é e foi para nós alunos da Escola Joseane Bianco. Não percam a oportunidade de conhecerem essa iniciativa, aproveite conosco mais uma festa. Desde já agradecemos.
















Alunos da Joseane Bianco colocam em prática projeto de combate ao racismo


Por Ashley ribeiro Prates, Júlia E. de Oliveira, Jênifer de Jesus e Manuela Bueno


Os alunos da E.M.E.F. Professora Joseane Bianco, junto aos professores, deram início ao projeto “ABRA A PORTA PRA CULTURA E VEJA O MUNDO SEM PRECONCEITOS”; o qual ensina sobre o racismo ambiental e estrutural.

Esse projeto visa trazer um conhecimento mais aprofundado sobre as origens do preconceito racial já existente há anos, que, “também é estimulado por estereótipos repassados na própria escola”, segundo suas idealizadoras Professoras Meire e Vanessa.


O grande foco do projeto é visitar algumas casas da comunidade, dialogando com os moradores e trabalhadores sobre a existência do racismo em nossa sociedade e convidando-os a ingressarem na luta antirracista. Para isso, os alunos elaboraram um kit de letramento racial básico, contendo uma agenda instrucional, e alguns elementos que remetem à cultura africana no Brasil. Todo material do kit foi produzido por professores, funcionários e alunos durante o processo de estudo em sala de aula, bem como com os conhecimentos e vivência de cada um dos participantes.

Segundo a aluna Manuela Bueno, do 9ºA, “É um projeto de extrema importância, já que o racismo ainda existe e está mais presente no nosso cotidiano do que imaginamos”.

A conclusão desse trabalho será realizada na Feira Cultural da escola,em 19 de novembro, no evento de comemoração do Dia da Consciência Negra. Mas, o projeto terá continuidade nos próximos anos, a partir de atividades com o mesmo objetivo.



Roda de conversa com moradora do bairro encerra projeto no 7ºano 


Por Thaís Santos



Na última sexta-feira, dia 10 de outubro de 2025, a escola Joseane Bianco obteve a honra de receber a visita para uma entrevista, a vereadora Myrella Soares. A atividade fez parte do encerramento do projeto “Abra a porta pra cultura e veja o mundo sem preconceitos”.

Foi uma entrevista bastante desfrutada, em que os alunos da Escola puderam fazer perguntas e tiveram suas dúvidas esclarecidas. Diante das situações propostas pelos alunos durante a entrevista, Myrella afirmou que poderia ver o que podia fazer para ajudar, uma atitude demonstrativa de uma real importância. 

Em depoimento sobre o encontro, Ana Júlia Buzzi, aluna da escola comenta “Eu achei legal o fato de que mesmo após conseguir evoluir na vida, e se tornar vereadora, Myrella escolheu continuar vivendo no lugar onde cresceu, e morou a vida inteira”. 

Já a professora Meire Fiuza afirma que “A visita da vereadora Myrella auxiliou no encerramento do projeto, que também contribuiu para servir de exemplo, pois os alunos identificam-se com nossos parceiros e descobrem que é possível alcançar seus objetivos com oportunidades, esforço e dedicação”. 











Letra de rap é tema de aulas de  Arte e Língua Portuguesa


Por Breno Ribeiro dos Santos, Carlos Eduardo dos Santos, Ícaro César de Almeida Brasílio e Luís Fernando Oliveira Alves Moreira




“Negro drama” é um projeto que mostra a vida de várias pessoas negras que, por conta da cor da pele e do racismo estrutural, sofrem vários preconceitos, a desigualdade racial e também têm poucas possibilidades de trabalho. Além disso, são injustiçados por receberem um salário pequeno comparado aos outros e têm menos chance de trabalho melhores. Aliás tem pessoas negras que acabam morrendo por causa desse preconceito, inclusive por policiais preconceituosos. 

No projeto os alunos fazem pesquisas, leem letras de músicas, poemas, slam, reportagens e entrevistas e, com tudo isso, eles aprendem que esses crimes estão presentes em escolas, ruas, trabalhos. Esses estudos acontecem nas aulas de língua portuguesa e dialogam com os estudos feitos nas aulas de arte, quando dedicam-se a aprender sobre o movimento hip-hop, conciliando o projeto com o conteúdo proposto para as turmas.

O aluno Ìcaro Brasilio conta que participou de momento que levou essas informações aos outros alunos da escola que não estudaram esses textos e conclui dizendo que sentiu-se sensibilizado, por “com essas desiguladade os negros sofrem muito e também por causa do racismo sempre são prejudicados, enquanto muitos não negros são favorecidos”.

O projeto repete-se ano a ano para que todos alunos que ingressam na escola possam se informar e desenvolver conhecimentos para adquirir consciência de suas identidades. Em 2025, o projeto resultou na produção de rap nas aulas de arte, os quais, por se tratarem de poesia, foram também objeto das aulas de língua portuguesa. Confiram abaixo um pouquinho dessa aventura.










Nunca pare de sonhar


Tudo começa com uma menina chamada Yasmin

Negra, família pobre, mas via o mundo como jasmim

Já pequena era sonhadora: crescer,  trabalhar para ajudar sua família 

Com seus doze anos já se destaca

Na escola era inteligente, dedicada 

Mas tinha um problema 

O racismo, a desmereciam: se acertava era sorte se erra era burra

Mas não se abalava, se reerguia

Continuava, mas não parava 

Se decidiu,  seria advogada

Para colocar um fim.



Quando disse a sua família 

Não botaram fé 

Mas ela estava determinada 

Continou a estudar, passou em concurso, se formou

E finalmente seu sonho se realizou 

Virou advogada sempre dedicada 


Mas chegou a hora 

Começou os protestos 

Quando havia um caso de racismo

Ia logo defender 

Aos poucos vinha a fama “ a advogada que protestava” 

Já consolidada andava pelas ruas

Quando de repente tomou uma facada 

Não via mais nada 

Abriu os olhos, estava internada e ouviu

“Ela não tem mais salvação”


Esse foi o final a menina sonhadora,  dedicada  determinada e injustiçada.

Esse foi o rap obrigado por ler

SEJA ANTIRRACISTA 


Henrique Cotrim



Periferia


Periferia, toma aí plateia, espero que você ria. 

Há! Que ironia! 

Hipocrisia? Vou te conquistando com essa melodia. 


Pessoal lá de cima chama a gente de bandido, 

desconhecido, desprovido de inteligência;

Mas é aqui que 'nois  ganha experiência. 


No nosso bairro tem racismo 

Estrutural? Ambiental? 

não importa! Sempre tem gente com ideia torta.


Periferia! 

Você sabe o que é racismo? 

Ra-cis-mo, substantivo masculino. 

 teoria que defende a superioridade de um grupo sobre outros, baseada no conceito de raça, preconizada, particularmente, a separação destes dentro de um país ou região ou mesmo visando extermínio de uma minoria. 

Resumindo, a superioridade dos brancos sobre os negros, a superioridade dos ricos sobre os pobres. 


 Sabe a quantidade de mortes de negros por policiais 

em um ano? 

 Cerca de 3 mil mortes! 


 Periferia! 

Todo dia correndo atrás da igualdade,

Independente da idade.


Júlia Oliveira, Ashley Ribeiro, Kauany Feliciano, Jênnifer de Jesus e Manuela Bueno







Jornal Liberar-te reúne trabalho desenvolvido para a educação étnico-racial

  LIBERTAR-TE @liber_t2arte  Arte, corpo e direitos humanos na busca por equidade Novembro/2025- nº01 “Abre a porta pra cultura” visita mora...